quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sócios

Essa semana, pela primeira vez desde que comecei a pensar em abrir uma empresa, fui surpreendida por pessoas com vontade de serem meus sócios. Não estou falando de uma pessoa, mas de 3 pessoas diferentes, na mesma semana. 
Por um lado, penso que isso é uma coisa muito positiva. Como a empresa não existe e se você procurar na internet não vai encontrar nada, isso significa que o único meio de contato que essas pessoas têm com a empresa é através de mim, o que significa que eu estou vendendo bem o negócio!! Estou colocando grandes expectativas quando ao desenvolvimento e crescimento do negócio, que faz com que elas, mesmo sem conhecer nada, acreditem no potencial da empresa e queiram fazer parte desse negócio tão lucrativo, que ainda nem tem o seu Plano de Negócios finalizado!! 
Por outro lado, a escolha de um sócio é um processo muito complicado. Várias pessoas que entendem de negócio já me falaram isso. A primeira coisa que sempre me falam é: você tem que ter um sócio, porque você não vai conseguir fazer tudo sozinha a ponto da empresa crescer bem. A segunda coisa é: muito cuidado na hora de escolher um sócio... é pior do que escolher marido!!
Acredito que um sócio tenha que ser uma pessoa com conhecimentos específicos diferentes do seu, para que possa somar à empresa, porém ao mesmo tempo, tem que ser uma pessoa com conhecimentos gerais iguais ou maiores e melhores que os seus conhecimentos. 
Uma vez fui numa palestra da Elisa Oca na Endeavor, ela é consultora da Ponto de Referência no RS e citou uma coisa muito importante do pai da propaganda David Ogilvy: se cada um de nós contratarmos pessoas menores do que somos, teremos uma empresa de anões. Se cada um de nós contratarmos pessoas maiores do que somos, seremos uma empresa de gigantes.
Acho que isso não se aplica apenas a contratações, se aplica a sociedades também. Se o sócio tiver um nível de conhecimento menor do que o meu, a curva de aprendizado dele será maior e consequentemente a curva de crescimento e desenvolvimento da empresa também será. E vice-versa, se o nível de conhecimento do sócio for maior, ou se o conhecimento específico complementar o meu (ou seja, foi muito bom nos quesitos que eu ainda preciso desenvolver), então a empresa vai atingir mais rapidamente a curva de crescimento ideal, que varia de um negócio para o outro.
Ainda não sei o que vou fazer em relação a essas pessoas... provavelmente vou conversar melhor com cada uma delas e ver quais são as suas verdadeiras motivações para se tornarem meus sócios... Depois conto mais detalhes!

Um comentário:

  1. Vou ter que concordar com você: é pior do que escolher companheiro conjugal! (se eu colocasse marido, poderia me complicar :P)

    Muitas vezes nós fazemos a escolha por fatores emocionais, pois você e aquele seu amigo sempre tiveram AQUELA idéia, mas, na maioria dos casos, aquele seu amigo pode não ser a pessoa ideal para um empreendimento.

    Apesar de não entender muito de empreendedorismo, acredito que sócio é aquele que, literalmente, te completa. Ele tem que suprir as tuas necessidades, do mesmo modo que você supri as dele.

    Como você disse, dete modo, ambos podem fazer com que a empresa evolua firmando todos os seus alicérces. Se uma empresa é baseada em apenas um alicérce, como vendas ou design de produtos, o outro ponto fica deficitário, ao passo que, uma hora, isso vai pegar fogo. E aí, só dá pra chorar, pois é tarde demais para cumprir os prazos de produção com seus clientes ou vender aquele estoque de produtos.

    Ótimo artigo ;D
    Já assinei o RSS

    Abraço meu e da galera da C2C

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